CLÓVIS ROBERTO WEBER – Despachante de Trânsito em Canoas.

 

Em 1974, um amigo abriu um escritório de contabilidade em Canoas e convidou o senhor Weber para  realizar a parte de documentação veicular aos seus clientes. A partir daí, em 1975 tirou seu Alvará e se credenciou como despachante onde, inicialmente, trabalhava para os próprios despachantes realizando diversos serviços que necessitavam deslocamento à Porto Alegre e Grande Porto Alegre buscando certidões negativas, prontuários, etc.
Em 1979, contando com o apoio de sua esposa no gerenciamento interno do escritório, tinha mais tempo para dedicar-se as demandas externas onde também começou a trilhar uma forte liderança junto aos colegas despachantes, em Canoas.
A mudança para o novo Detran, fato que marcou uma época, divide opiniões. Em sua concepção vê como duas etapas:
Antes da mudança:
A sociedade tinha receio de ir às Delegacias de Polícia, ambiente onde eram executadas as documentações de veículos, então necessitavam fazer os serviços com um despachante.
Depois da Mudança:
Se por um lado facilitou para o contribuinte que se sente a vontade para ir aos CRVAs, em contrapartida os despachantes também evoluíram e construíram ambientes estruturados para atender uma sociedade mais exigente e carente de tempo.                                                                                                                                                                                       Com a mudança, a forma de trabalho precisou de adequação a exemplo da informatização e da legislação que nos traz a necessidade de atualização constante através das Portarias, Leis, Normas, etc.
Assim, “por outro lado, também, facilitou ao despachante, uma vez que ele ‘é um vendedor de tempo”, diz o senhor Clóvis Weber.
O senhor Weber, vê como um grande equívoco quem cogitava, naquela época da mudança, que o despachante iria acabar. O Despachante é necessário!
A atuação do Sindicato foi e é muito importante. Um Sindicato trabalha em prol de sua categoria. Infelizmente vê que muitos profissionais não entendem isso. Ele próprio foi liderança por muito tempo, frente à Associação dos Despachantes de Canoas e sabe que este trabalho é difícil e complicado. As pessoas querem que se faça acontecer, mas não querem se mostrar ou se envolver. Mas é necessário que a categoria reconheça isto e não procure o Sindicato só quando precise.
Passar confiança ao cliente é importantíssimo. Buscar conhecimento, anotar procedimentos, se qualificar e se atualizar, são requisitos básicos para qualquer profissional que vislumbre a permanência no mercado, diz o senhor Weber.
“Tem muita gente credenciada no mercado com escritório nas costas. Gente que simplesmente entrega papéis e ainda perguntam no balcão do CRVA como é que deve ser feito o serviço. Este despachante sim está com os dias contados e tende a acabar.”

Seu projeto de vida em médio prazo é investir em qualidade de bem viver, talvez morar no litoral. Mas o escritório dará sequência através de pesoa de sua confiança.

Outubro/2012