JOÃO LEONARDO DO AMARAL – Despachante de Trânsito em Novo Hamburgo.

 

Maturidade e responsabilidade mesclam-se com o nome João Leonardo do Amaral. O quinto filho de uma família de dez irmãos, ainda criança, já ajudava em casa vendendo picolé pelas ruas de Novo Hamburgo, no turno inverso ao da escola. Devido a um acidente de trabalho ocorrido com seu pai, a responsabilidade aumentou ainda mais. Assim, aos 15 anos foi trabalhar como Office boy no Escritório Despachante Andrade, até então, um de seus consumidores fiéis de picolés. Lá trabalhou por três anos, onde, também, aprendeu o ofício de despachante, desvinculando-se aos 18 anos em razão do serviço militar. Entretanto, e para sua surpresa, foi listado na turma dos que não serviriam.

Já com alguma experiência de trabalho, João Amaral seguiu em frente. Trabalhou em mais dois escritórios de despachante como funcionário no qual pode juntar um capital para abrir seu próprio negócio. Nesse período, então com 19 anos, precisou ser emancipado e, sem falsa modéstia, notifica que foi o mais jovem despachante a ser credenciado no Estado.

Mas, as pedras no caminho de João Amaral começaram a aparecer. Nem bem iniciou na atividade,  teve seus serviços “trancados”, por influência de alguns que já estavam estabelecidos e eram contrários a novos ingressos de profissionais. Não se deu por vencido, afinal ele estava devidamente apto ao trabalho. Procurou o Presidente do Sindicato, na época, o senhor Antônio Nunes, explicando a situação. Uma boa articulação do Presidente com os órgãos competentes devolveram a João Amaral, seu bem estar ao trabalho.

Mais pedras no caminho com a concorrência desleal, ou seja, oferta de serviço por parte de colegas oferecendo menor preço para a prestação de seus serviços. Nesse quesito dispensa comentários, mas entristece e não entende essa falta de respeito e ética profissional. Perdeu clientes importantes em função disso.

Mas, enfim as glórias! Graças ao seu trabalho como despachante, o fator financeiro sempre lhe foi favorável, o que lhe proporcionou adquirir todo seu patrimônio e manter uma faculdade no qual se graduou em direito.

Sempre acreditou no Sindicato e entende que a união é que faz a força. Dessa forma todos serão vencedores. Participou  ativamente do Sindicato como secretário, delegado sindical e foi membro do conselho fiscal da entidade, assim como também participou da Associação de sua cidade. “Infelizmente, as pessoas só lembram-se do Sindicato quando enfrentam um problema. Aí querem solução; Mas nunca participaram ou contribuíram”, comenta João Amaral.

Segundo João Amaral, hoje a imagem do despachante é bem melhor do que fora no passado. Estão mais qualificados e profissionalizados.

Uma nova geração de despachantes está vindo ao mercado de trabalho e, a estes, aconselha trabalhar com seriedade junto aos clientes e, sobretudo valorizar e participar a sua entidade de representação.

Setembro/2012