MOACIR ASCOLI/ Despachante de Trânsito em Canoas:

 

A ideia de trabalhar como despachante foi de seu irmão Nadir. Assim, em outubro de 1973, apesar do pouco conhecimento, mas com muita coragem e segurança, iniciaram na promissora atividade de despachante.
O treiler escritório, foi sua base por quase trinta anos, na Rua Frei Orlando em Canoas, onde mudou-se, somente porque, o terreno, daria espaço para a construção de um prédio, onde a loja do térreo seria seu futuro escritório. Saudoso, informa que a mudança do treiler para o novo escritório não foi fácil. Mas, a “relíquia” está exposta em local privilegiado no pátio do prédio.
Em 1992, já graduado em Administração, o senhor Ascoli conquista nova graduação, agora em Direito, mas desta vez resistiu o novo convite do irmão para juntos, iniciarem na advocacia. Nesta época a atividade de despachante estava no “auge”, e, além disso, ele gostava de trabalhar na atividade.
Com o processo de mudança para o novo Detran, o senhor Ascoli afirma que não se sentiu prejudicado. A fora a expectativa, que talvez pudesse ser indicado a algo maior naquele processo de transição, uma vez que já atuava há tempo na atividade e como nada nesse sentido aconteceu, seguiu trabalhando e se qualificando para melhor atender seus clientes.  Hoje, vê a mudança como necessária, uma evolução natural.“- Imaginem, com a frota de veículos circulante que temos hoje, se o processo fosse como naquela época onde para emitirmos os certificados, usávamos máquina de datilografia”. “Seria um retrocesso,” completa o senhor Ascoli. A partir da mudança, permaneceram aqueles que persistiram e se qualificaram acompanhando, assim, o processo de evolução.


“Em épocas passadas, lembro muito bem que alguns diziam que a ideia era acabar com os despachantes. O tempo passou e o despachante está aí; Não simplesmente um entregador de papel, mas um profissional com conhecimento daquilo que está fazendo. Portanto, ele é um profissional necessário sim, porque nem todas as pessoas tem tempo para se deslocarem enfrentando filas ou burocracias. Nossos serviços são uma comodidade para o cliente”.


Teve muitas chances e convites para mudar a outras atividades. Mas por gostar de ser despachante nunca aceitou. Define a atividade como um trabalho melindroso e complexo. Mesmo com as dificuldades que a categoria enfrenta, vale a pena ser despachante.

Não pensa em parar de trabalhar, mas diminuir o ritmo é o seu lema daqui para frente.

Outubro/2012