Enio Otto - Despachante de Trânsito em Porto Alegre

 

Iniciou por volta de 1966 quando trabalhava numa loja de venda de carros. Então, quando vendeu um carro seu, e devido a dificuldade que era em termos de burocracia com a documentação, resolveu, ele próprio, efetuar a transferência. Gostou de fazer aquele serviço e, a partir dali foi sendo solicitado para executar este serviço. Trabalhou em uma revenda, por anos, até abrir seu próprio escritório em sua casa. Seu sistema de trabalhar era o de nunca pegar dinheiro adiantado de cliente e, acreditem se quiser, diz o senhor Enio: “Nunca perdi um tostão por agir dessa forma, porque nunca ninguém deixou de me pagar”.  Sempre trabalhou com seriedade. Fez grandes amizades que perduram até hoje e seus clientes passavam de pai para filho. Lembra que naquela época, os “mesários” (agentes da Polícia Civil), eram muito exigentes e não aceitavam “uma vírgula fora do lugar”. Levava 20, 30 processos de documentação e ficava aguardando no carro, até ficar pronto.  Ao contrário de muitos, soube aproveitar seu tempo de atividade profissional, conquistando sua independência financeira e graças a Deus nunca passou por dificuldades; Diz com todas as letras que SE ORGULHA DE TER SIDO UM DESPACHANTE. Um susto: Certa vez, o senhor Enio efetuou a transferência do carro de um cliente que, estava se separando da esposa. Embora o carro tivesse sido vendido antes da formalização legal da separação, o negócio teve que ser desfeito e o senhor Enio imediatamente procurou o cliente e devolveu o valor correspondente ao serviço. Acabo de dois dias, após provado a legalidade da venda, o senhor Enio efetuou o mesmo serviço para este cliente. Foi um susto que levou com esta experiência, mas que no final deu tudo certo. Vê que hoje mudou muito em matéria de seriedade, mas, arrisca um conselho: “Eu me dei bem com o meu sistema de trabalho; Isso não quer dizer que as pessoas tenham que ser igual a mim. Mas o importante é cumprir com os compromissos perante o cliente, trabalhar com honestidade e seriedade”.

Maio/2012